A educação escolar de crianças com
deficiência auditiva nos faz pensar não só a questões referentes aos seus
limites e possibilidades, mas também aos preconceitos existentes nas atitudes
da sociedade para com elas. As pessoas com surdez enfrentam inúmeros entraves
para participar da educação escolar,decorrentes da perda da audição e da forma
como se estruturam as propostas educacionais das escolas.(DAMÁZIO,2007)
Estudos realizados na última década do século
XX e início do século XXI, por diversos autores e pesquisadores oferecem
contribuições à educação de alunos com surdez na escola comum ressaltando a
valorização das diferenças no convívio social e o reconhecimento do potencial
de cada ser humano.
Para Poker (2001) as trocas simbólicas provocam a capacidade representativa desses alunos, favorecendo o desenvolvimento do pensamento e do conhecimento, em ambientes heterogêneos de aprendizagem. No entanto,existem posições contrárias à inclusão de alunos com deficiência auditiva nas turmas comuns,em decorrência da compreensão das formas de representação da surdez como incapacidade ou das propostas pedagógicas tradicionalmente desenvolvidas para atende-lós que não consideram a diversidade lingüística.
Para Poker (2001) as trocas simbólicas provocam a capacidade representativa desses alunos, favorecendo o desenvolvimento do pensamento e do conhecimento, em ambientes heterogêneos de aprendizagem. No entanto,existem posições contrárias à inclusão de alunos com deficiência auditiva nas turmas comuns,em decorrência da compreensão das formas de representação da surdez como incapacidade ou das propostas pedagógicas tradicionalmente desenvolvidas para atende-lós que não consideram a diversidade lingüística.
Conforme Silker (1999) considera que o modelo
excludente da Educação Especial está sendo substituído por outro, em nome da
inclusão que acaba por não respeitar a identidade das crianças com deficiência
auditiva, assim como sua cultura e sua comunidade.
A inclusão dos alunos com deficiência
auditiva na escola comum requer que se busquem meios para beneficiar sua
participação e aprendizagem tanto na sala de aula como no Atendimento
Educacional Especializado.
Conforme
Dorziart (1998), o aperfeiçoamento da escola comum em favor de todos os alunos
é primordial.Esta autora observa que os professores precisam conhecer e usar a
Língua de Sinais,entretanto,deve-se considerar que a simples adoção dessa
língua não é suficiente para escolarizar o aluno com deficiência auditiva.
Ao optar-se em oferecer uma educação
bilíngüe, a escola está assumindo uma política lingüística em que duas línguas
passarão a co-existi no espaço escolar. Além disso,também será definido qual
será a primeira língua e qual será a segunda língua, bem como as funções em
cada uma delas irá representar no ambiente escolar.Pedagogicamente, a escola
vai pensar em como estas línguas estarão acessíveis às criança,alem de
desenvolver as demais atividades escolares.As línguas podem estar permeando as
atividades escolares ou serem objetos de estudo em horários específicos
dependendo da proposta da escola.Isso vai depender de
"como","onde",e "de que forma"as crianças
utilizam as línguas na escola.(MEC/SEESP,2006)
O problema da educação das pessoas com
surdez não pode continuar sendo centrado nessa ou naquela língua, como ficou
até agora, mas deve levar-nos a compreender que o foco do fracasso escolar não
está só nessa questão, mas também na qualidade e na eficiência das práticas
pedagógicas.
Inúmeras polêmicas tem se formado em torno da
educação escolar para crianças com deficiência auditiva. A proposta de educação
escolar inclusiva é um desafio,que para ser efetivada faz-se necessário
considerar que os alunos com deficiência auditiva tem direito de acesso ao
conhecimento,à acessibilidade,bem como ao Atendimento Educacional
Especializado.
Conforme
Bueno(2001),é preciso ultrapassar a visão que reduz os problemas de
escolarização das crianças com deficiência auditiva ao uso desta ou daquela
língua,mas sim de ampliá-la para os campos sócio políticos.
A pessoa com surdez não é estrangeira em seu
próprio país, mas usuária de um sistema lingüístico com características e
status próprios, no qual cognitivamente se organiza e estrutura o pensamento e
a linguagem nos processos de mediação simbólica, na relação da
linguagem/pensamento/realidade e práxis social.
A
aquisição da língua de sinais, de fato, não é garantia de uma aprendizagem
significativa. O ambiente em que a pessoa com surdez está inserida, em
especial, o da escola comum, uma vez que não lhe oferece condições para que se
estabeleçam mediações simbólicas com o meio físico e social, não exercita ou
provoca a capacidade representativa dessas pessoas, conseqüentemente,
compromete o desenvolvimento do pensamento, da linguagem e da produção de
sentidos.
Se lhes forem criados ambientes propícios para desenvolverem o seu potencial, as marcas do déficit, da falta, da falha e da deficiência serão secundarizadas e será exaltado o seu potencial humano. Em segundo lugar, o foco deve ser a transformação da escola e das suas práticas pedagógicas excludentes em inclusivas, pois compreendemos o homem como um ser dialógico, transformacional, inconcluso, reflexivo, síntese de múltiplas determinações num conjunto de relações sociais, com capacidade de idealizar e de criar.
Se lhes forem criados ambientes propícios para desenvolverem o seu potencial, as marcas do déficit, da falta, da falha e da deficiência serão secundarizadas e será exaltado o seu potencial humano. Em segundo lugar, o foco deve ser a transformação da escola e das suas práticas pedagógicas excludentes em inclusivas, pois compreendemos o homem como um ser dialógico, transformacional, inconcluso, reflexivo, síntese de múltiplas determinações num conjunto de relações sociais, com capacidade de idealizar e de criar.
Referência Bibliográfica:
DAMÁZIO,M. F.;FERREIRA, J.P. - Educação Escolar de Pessoa com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção- Coletânea UFC-MEC/2010,p.46-57.

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