O atendimento educacional
especializado (AEE) é um serviço da educação especial que identifica, elabora,
e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras
para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades
específicas" (SEESP/MEC, 2008). Ou seja, não segue modelos prontos como
bem cita o texto de Italo Calvino: “O Modelo dos modelos”, [..] Mas se por um
instante ele deixava de fixar a harmoniosa figura geométrica desenhada no céu
dos modelos ideais, saltava a seus olhos uma paisagem humana em que a
monstruosidade e os desastres não eram de todo desaparecidos e as linhas do
desenho surgiam deformadas e retorcidas.
[...] A regra do senhor Palomar foi aos poucos se modificando: agora já
desejava uma grande variedade de modelos, se possível transformáveis uns nos
outros segundo um procedimento combinatório, para encontrar aquele que se
adaptasse melhor a uma realidade que por sua vez fosse feita de tantas
realidades distintas, no tempo e no espaço. O ensino oferecido no atendimento
educacional especializado é necessariamente diferente do ensino escolar e não
pode caracterizar-se como um espaço de reforço escolar ou complementação das
atividades escolares. São exemplos práticos de atendimento educacional
especializado: o ensino da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e do código
BRAILLE, a introdução e formação do aluno na utilização de recursos de tecnologia
assistiva, como a comunicação alternativa e os recursos de acessibilidade ao
computador, a orientação e mobilidade, a preparação e disponibilização ao aluno
de material pedagógico acessível, entre outros.
O processo de construção do conhecimento, no atendimento
educacional especializado, não é ordenado de fora, e não é possível ser
planejado sistematicamente, obedecendo a uma sequência rígida e predefinida de conteúdos
a serem assimilados. E assim sendo, não persegue a promoção escolar, mesmo
porque esse aluno já está incluído.
Na escola comum, o aluno constrói um conhecimento necessário e exigido
socialmente e que depende de uma aprovação e reconhecimento da aquisição desse
conhecimento por um outro, seja ele o professor, pais, autoridades escolares,
exames e avaliações institucionais.
No atendimento educacional especializado, o aluno constrói conhecimento para
si mesmo, o que é fundamental para que consiga alcançar o conhecimento acadêmico.
Aqui, ele não depende de uma avaliação externa, calcada na evolução do
conhecimento acadêmico, mas de novos parâmetros relativos as suas conquistas diante
do desafio da construção do conhecimento.
Portanto, os dois; escola comum e atendimento educacional especializado,
precisam acontecer concomitantemente, pois um beneficia o desenvolvimento do
outro e jamais esse beneficio deverá caminhar linear e sequencialmente, como se
acreditava antes.
Bibliografia:
·
Política Nacional da Educação Especial na
perspectiva da Educação Inclusiva
·
Decreto 7611/2011 (em substituição ao Decreto 6571)
·
Resolução n.04/2009 CNE/CBE
Olá Bianca!
ResponderExcluirQue bom que você conseguiu!
Abraços fraternais,
Waldenice